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Abertura dos mercados: Europa à deriva após decisões de bancos centrais. Libra em máximos
20/09/2019 09:17

Os mercados em números
PSI-20 desce 0,13% para 5.033,23 pontos
Stoxx 600 sobe 0,14% para 392,34 pontos
Nikkei valorizou 0,16% para 22.079,09 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 0,5 pontos base para 0,253%
Euro avança 0,08% para 1,105 dólares
Petróleo em Londres sobe 0,89% para 64,97 dólares o barril
 
Bolsas europeias à deriva 
Hoje, o Stoxx 600, índice que reúne as 600 maiores cotadas da Europa, sobe 0,14% para 392,34 pontos. No entanto, a maioria dos principais índices de referência da Zona Euro segue sem tendência definida.
Os sinais mistos dados por Jerome Powell na sua conferência após a reunião de dois dias da Reserva Federal dos EUA estão a ecoar nos mercados e a deixar os investidores de pé atrás. Apesar de ter anunciado um corte nas taxas de juro, a maioria dos decisores do banco central norte-americano diminuiu as esperanças de novos cortes num futuro próximo.
Por esta altura, o foco dos investidores vai-se virando para o encontro entre os EUA e a China, já no inicio de outubro, e que pode dar mais pistas sobre as negociações entre ambos.
Por cá, o PSI-20 desce 0,13% para 5.033,23 pontos, pressionado pela retalhista Jerónimo Martins que cede 0,82% para 15,705 euros. No início da semana a dona do Pingo Doce atingiu máximos de março de 2018 mas posteriormente a cotada foi alvo de uma nota de análise do banco de investimento Bernstein, onde lhe é conferido um potencial de queda superior a 20%.
 
Juros de Portugal e da Zona Euro quase estáveis Os juros da dívida soberanas da Zona Euro segue também sem uma tendência definida. Se por um lado, a taxa de juro a 10 anos de Portugal vai caindo 0,5 pontos base para para os 0,253%, por outro, a Bund alemã sobe 0,5% para -0,505%. Em Itália, a "yield" com a mesma maturidade cai 0,2 pontos base para 0,880%.
 
Libra em máximos de dois meses
Hoje a libra escalou para um máximo de dois meses a subir 0,32% para os 1,256 dólares, depois dos comentários do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que disse que um acordo para o Brexit poderia ser alcançado até 31 de outubro. 
Em caso de "hard" Brexit, a libra poderá mesmo depreciar para um estado de paridade face ao dólar e ao euro, adiantou um analista da BNY Mellon. Desde o referendo de junho de 2016, a libra perdeu 16% do seu valor contra o dólar e tem sofrido uma grande volatilidade desde então, à boleia de todas as decisões políticas no Reino Unido.  O euro aprecia 0,08% para os 1,105 dólares. 
Petróleo sobe com tensões no Médio Oriente
Os preços do petróleo seguem a valorizar impulsionados novamente pela ameaça de guerra no Médio Oriente, numa das semanas mais atribuladas desde que os futuros começaram a ser transacionados, em 1988, depois dos ataques do fim de semana às instalações da Saudi Aramco.
Apesar dos esforços da Arábia Saudita, a maior exportadora de petróleo, para restaurar a produção, os preços subiram cerca de 8% esta semana. Hoje, o Brent, negociado em Londres e referencia para Portugal, valoriza 0,89% para 64,97 dólares o barril. O WTI ganha 1,2% para os 58,83 dólares por barril.
 
Ouro sobe e paládio atinge novo recorde
O ouro ultrapassou novamente a barreira dos 1.500 dólares por onça, numa altura de alguma instabilidade nos mercados, com os sinais mistos dados por Jerome Powell, na última quarta-feira, e também com a tensão no Médio Oriente a vir à tona da água.
Por esta altura o ouro sobe 0,27% para os 1.503,14 dólares por onça. O metal precioso, visto como um refúgio para os investidores em alturas de maior risco, tem visto o seu preço disparar no último ano devido à guerra comercial entre os EUA e a China. Desde janeiro o ouro valorizou cerca de 17%.
Quem segue em alta é também o paládio que renovou máximos históricos hoje, novamente, depois de já o ter feito na semana passada. O paládio tem encontrado suporte na guerra tarifária entre as duas maiores economias do mundo – que são também os dois principais mercados para o metal.
Hoje, valoriza 1,7% para os 1.646,79 dólares por onça, e segue pela décima sétima semana consecutiva a subir – a melhor prestação desde 2012.

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