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Margem financeira trava lucros do Crédito Agrícola. Kristin também pesa 15/09/2026 10:47:00

O Crédito Agrícola fechou os primeiros seis meses do ano com um resultado líquido de 168,5 milhões de euros, uma quebra ligeira face ao mesmo período do ano passado. A redução é explicada pela diminuição da margem financeira, mas também é reflexo dos custos suportados com a tempestade Kristin.O lucro alcançado no primeiro semestre representa uma quebra de 2,2% face ao período homólogo, traduzindo, principalmente, a diminuição da margem financeira em resultado da normalização das taxas de juro.A margem financeira encolheu em 1,5% para 328,4 milhões de euros, isto apesar do crescimento da carteira de crédito, nomeadamente para a compra de casa. Impulsionada pela garantia jovem, a carteira aumentou em 8,1% para 14,5 mil milhões de euros.Ao mesmo tempo, a instituição financeira liderada por Sérgio Frade, que reforçou as imparidades e provisões foram reforçadas em 3,6 milhões de euros, foi penalizada pelo desempenho do setor segurador. O contributo da CA Vida e da CA Seguros para as contas encolheu em 60% para 5,9 milhões de euros, sendo que os resultados dos contratos de seguros caíram 11% para perto de 50 milhões, "refletido o impacto negativo, na CA Seguros, do aumento dos custos com sinistros associados às intempéries ocorridas no primeiro trimestre de 2026, nomeadamente a tempestade Kirstin".A atividade seguradora foi condicionada pelos encargos associados ao mau tempo, nomeadamente à tempestade Kristin, que provocou estragos de milhares de milhões de euros no arranque deste ano. A pesar nas contas esteve também o agravamento dos custos de estrutura que subiram 8,5% para 254,8 milhões de euros, sendo este um reflexo do acréscimo em gastos gerais administrativos em 15,4% (10,4 milhões de euros) e do aumento dos custos com pessoal em 6,1% (9,1 milhões de euros).(Notícia atualizada às 11h07 com mais informação)

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