Fatura da luz vai subir. Dez respostas para perceber o que muda 16/09/2026 13:45:00

A eletricidade vai ficar mais cara a partir de 1 de outubro para os 779 mil clientes do mercado regulado. A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) atualizou a tarifa de Energia depois da subida dos preços no mercado grossista. Quanto vai aumentar a conta, quem é afetado e o que acontece a seguir?   A ERSE aumentou a tarifa de Energia em 0,005 euros por kWh. Para a maioria dos clientes domésticos do mercado regulado, a fatura média mensal sobe cerca de 2,7%. Os novos preços entram em vigor a 1 de outubro de 2026 e aplicam-se aos consumos realizados a partir dessa data. Trata-se de uma revisão trimestral, prevista quando há desvios significativos nos custos de compra de eletricidade. O objetivo é corrigir esses desvios mais cedo, evitando que se acumulem e tenham de ser recuperados mais tarde nas tarifas. Não totalmente. As renováveis reduzem a exposição aos combustíveis fósseis, mas o gás continua a influenciar o preço da eletricidade. Segundo a ERSE, esse impacto tornou-se particularmente evidente a partir do terceiro trimestre, período em que o peso das renováveis é menor na produção elétrica nacional.Segundo o regulador, um casal sem filhos, com 3,45 kVA e consumo anual de 1.900 kWh, pagará em média mais 0,95 euros por mês. Num outro cenário, um casal com dois filhos, 6,9 kVA e 5.000 kWh/ano, pagará mais 2,70 euros. Não. Aplica-se diretamente aos 779 mil clientes do mercado regulado, que representam cerca de 4,6% do consumo de eletricidade em Portugal. Não necessariamente. A subida dos preços grossistas pode pressionar também as ofertas do mercado livre, mas o aumento agora decidido pela ERSE não é automaticamente aplicado a esses clientes. Cada comercializador decide os seus preços em função da sua estratégia de compra de eletricidade e das condições comerciais que oferece.Comparar ofertas. A ERSE recomenda consultar o seu, que permite verificar se existem contratos de eletricidade mais baratos no mercado. Sim. Além de comparar ofertas e ajustar a potência contratada, há pequenos gestos que ajudam: substituir lâmpadas por LED, escolher eletrodomésticos mais eficientes, evitar equipamentos em standby, usar máquinas da roupa e loiça com carga completa e programas económicos e moderar o uso de aquecimento e ar condicionado. Quem tem tarifas bi ou tri-horárias pode ainda deslocar consumos para as horas mais baratas.Ainda não se sabe. A 15 de outubro, a ERSE apresenta a proposta de tarifas para 2027 e a decisão final será tomada a 15 de dezembro, depois de ouvido o Conselho Tarifário. Só então se saberá como vão evoluir as tarifas reguladas no próximo ano. A subida de outubro é uma revisão intercalar das tarifas de 2026.