"Transportadoras não aguentam mais" e exigem "resposta urgente" para escalada dos combustíveis 21/09/2026 11:52:00

Considerando que as medidas adotadas, ao nível da fiscalidade ou dos , "não estão a ser suficientes para responder à dimensão do problema que as empresas enfrentam diariamente",  a Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP) exige "respostas efetivas para o aumento dos combustíveis".Em comunicado, enviado esta segunda-feira às redações, a ANTP, aponta que "a atual evolução dos custos do combustível está a exercer uma pressão crescente sobre as empresas do setor, com reflexos ao nível da tesouraria, da capacidade de repercussão dos aumentos nos preços dos serviços e da sustentabilidade da própria atividade".
Neste sentido, a associação diz ser "necessária uma resposta urgente e adequada à dimensão das dificuldades sentidas pelas empresas", adiantando que já "solicitou uma reunião com o Governo, com vista à discussão de medidas que possam contribuir para encontrar soluções equilibradas e sustentáveis para o setor"As "transportadoras não aguentam mais", frisa a ANTP, apontando que "para uma empresa de transportes o combustível não é uma opção, mas uma ferramenta de trabalho"."Quando uma empresa abastece dezenas de viaturas diariamente alguns cêntimos por litro transformam-se rapidamente em milhares de euros adicionais de custos todos os meses", realça.E - prossegue - "o problema torna-se ainda mais grave porque muitas empresas não conseguem repercutir imediatamente estes aumentos nos preços praticados aos seus clientes". A razão? "Os contratos estão celebrados, os preços dos serviços foram negociados, os clientes resistem à atualização dos valores".Como resultado, "são as empresas que estão a a absorver sucessivamente estes aumentos, comprimindo as margens e colocando uma pressão cada vez maior sobre a sua tesouraria".A ANTP diz ainda ter conhecimento de que "algumas" transportadoras que, "profundamente insatisfeitas" com a atual situação, "equacionam a realização de protestos, paralisações ou outros movimentos reivindicativos".Embora compreenda "o sentimento de revolta do setor", a associação deixa claro, porém, que não está a promover, convocar ou organizar qualquer paralisação nem participa na organização de movimentos dessa natureza".