Wall Street termina semana em terreno positivo. Meta trava tecnológicas 25/09/2026 21:24:00

Wall Street fechou a sessão desta sexta-feira em terreno positivo, com uma descida do petróleo incentivada por esperanças . A queda do preço do crude ofuscou a quebra da confiança dos consumidores norte-americanos, que chegou a empurrar os índices para terreno negativo no início da sessão.O S&P 500 subiu 0,51% para 7.743,41 pontos, o Dow Jones avançou 0,93% para 51.828,62 pontos e o Nasdaq Composite cresceu 0,48% para 27.068,72 pontos. Os índices de referência recuperaram de uma breve descida registada no início desta sexta-feira, quando foi divulgado o índice final de sentimento dos consumidores da Universidade de Michigan, que desceu em setembro para 48,1 pontos. É o valor mais baixo dos últimos quatro meses e .Em termos individuais, destaca-se a People, cujas ações subiram mais de 11% após ter revelado que a MGM Resorts International está a analisar a possibilidade de fazer uma oferta para comprar a dona da revista norte-americana, que, por sua vez, detém uma participação de aproximadamente 27% na MGM.A Akamai, por seu lado, chegou ao fim da sessão com crescimentos superiores a 3%, depois de ter começado o dia a subir sensivelmente 14%. A tecnológica assinou um contrato de 11,6 mil milhões de dólares com a gigante do setor da inteligência artificial Anthropic. O contrato tem uma duração de sete anos e prevê o fornecimento de poder computacional, ampliando a lista de contratos de centros de dados da criadora do assistente de IA Claude.Em sentido contrário esteve a Meta, dona do Facebook, que recuou mais de 3%, travando o ímpeto do setor tecnológico. Ainda assim, a empresa de Mark Zuckerberg conta com um avanço de mais de 30% no último mês, estando prestes a juntar-se a um grupo seleto de empresas avaliadas em pelo menos 2 biliões de dólares."A descida dos preços do petróleo ajudou o mercado acionista a ignorar a nova subida dos juros de longo prazo esta semana", afirmou Matt Maley, estratega-chefe de mercados da Miller Tabak & Co. "No entanto, continua a ser uma subida muito concentrada, pelo que, se o juro a 10 anos se mantiver acima de 5% à medida que entramos em outubro, os ventos contrários para as ações vão intensificar-se. Por isso, os investidores vão ter de se manter muito ágeis", disse, citado pela Bloomberg.A descida do petróleo e dos juros das obrigações, depois de fortes subidas em ambos esta semana, "traz alívio aos investidores", escreveu, por seu lado, Tom Essaye, fundador da Sevens Report, numa nota aos clientes citada pela Bloomberg.A semana ficou marcada por um "sell-off" no mercado obrigacionista que levou os juros a tocarem em máximos de várias décadas. No caso da dívida norte-americana a 30 anos, a "yield" está nos valores mais elevados .