IMF - Minutas FED: Divisão quanto às razões para subir as taxas 12/10/2026 13:00:00

Os responsáveis da FED mostraram-se divididos quanto às razões para subir as taxas de juro, com "alguns" a verem a subida como necessária para conter o impacto dos choques de preços da energia e um núcleo mais restritivo a considerá-la essencial para travar uma inflação impulsionada pela procura, segundo as minutas da última reunião. "Muitos" defenderam que uma trajetória mais elevada das taxas seria prudente como seguro contra uma inflação persistentemente acima da meta, enquanto outros consideraram que a taxa atual não é restritiva ou é apenas ligeiramente restritiva. Na reunião, a FED subiu a taxa de referência em 25pb para o intervalo entre 3,75% e 4,00%, por unanimidade, com a maioria a considerar apropriada mais uma subida até ao final do ano. Os investidores antecipam a manutenção das taxas em outubro e uma subida em dezembro.Após falhar a superação da resistência dos $1,17 em agosto, o Eur/Usd iniciou uma trajetória descendente, quebrando a média móvel de 200 dias, então próxima dos $1,1630. Posteriormente, este sentimento intensificou-se, levando o par a perder o suporte dos $1,14, nível que constitui agora uma resistência, e aproximando-se do suporte dos $1,12. Na última semana, a cotação prolongou as perdas, quebrando o suporte mencionado e atingindo mínimos de maio de 2025 pelos $1,1160. O indicador MACD mantém-se em sinal de venda.A taxa de desemprego no Canadá subiu para 6,5% em setembro, em linha com o esperado, depois de a economia ter perdido cerca de 68 mil empregos, quando os analistas previam um ganho de 9 mil. Em agosto já tinha havido uma perda de cerca de 42 mil postos de trabalho, o que anula os ganhos registados este ano. A maior queda veio do setor público, sobretudo da educação e da saúde, e não das indústrias expostas aos EUA. A taxa de participação caiu para o nível mais baixo em quase três décadas, excluindo a pandemia, e o emprego jovem recuou de forma acentuada. Os salários dos trabalhadores permanentes aceleraram para 2,3% em termos homólogos. O relatório é o último antes da decisão do Banco do Canadá, no final do mês, e os mercados continuam a descontar uma subida de 25 pontos base em dezembro.Depois de ter encerrado a semana anterior com um sentimento negativo, testando o suporte dos C$1,60, o Eur/Cad deu continuidade a essas perdas no início da semana, tendo renovado mínimos de três meses, nos C$1,59. Após isso, o par tem vindo a recuperar algum terreno, e aproxima-se novamente do nível dos C$1,60, ainda abaixo da sua média móvel a 200 dias que ronda os C$1,6075.Os preços do petróleo iniciaram a semana em queda, pressionados pelo otimismo em torno da libertação de reservas estratégicas pelos países do G7 e pela recuperação dos fluxos de crude do Médio Oriente. Seguiu-se alguma estabilização, com os receios de perturbações na produção dos EUA devido ao furacão Isaías e os ataques a instalações sauditas a limitarem as perdas. Depois, os preços subiram com força, impulsionados pelo agravamento da situação no Estreito de Ormuz e pelas perspetivas de redução temporária da produção nos EUA. No final da semana, o petróleo começou por recuar, depois de Trump afirmar que as negociações com o Irão estavam a decorrer favoravelmente e que os EUA não vão atacar o país antes das eleições intercalares, mas passou a ganhar com a manutenção dos ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz.Ao longo desta semana, o petróleo prolongou a tendência negativa iniciada após ter testado os $106,75 em meados setembro. A cotação desceu até aos $86,90/barril, aproximando-se do suporte dos $86,50 e atingindo mínimos de mais de cinco semanas. O movimento levou ainda o preço, mesmo que de forma temporária, para baixo da média móvel de 50 dias, então situada nos $88,60. Seguiu-se uma recuperação, com o Crude novamente perto dos $92/barril. O indicador MACD continua a emitir um sinal de venda.Os preços do ouro iniciaram a semana estáveis, com o dólar mais forte e as yields elevadas a serem compensados pela menor expectativa de subida de taxas da FED. Seguiu-se uma queda para mínimos de dois meses, pressionada pelo dólar e pelas yields em máximos de duas décadas, com vários responsáveis da FED a admitirem novas subidas de taxas. Depois recuperou, com as minutas da FED a mostrarem divisão sobre as subidas e a procura de refúgio devido às preocupações com a dívida. No final da semana, voltou a subir mais de 1%, com o dólar mais fraco e a descida do petróleo, depois de Trump afirmar que os EUA não vão atacar o Irão antes das eleições intercalares.O ouro iniciou uma trajetória descendente no final de agosto, após ter quebrado em baixa a média móvel de 200 dias. A meio desta semana, o metal precioso atingiu mínimos de mais de dois meses, nos $4 065/onça, seguindo-se uma recuperação que o aproximou novamente do nível dos $4 200/onça. O ouro acabou por ficar ligeiramente acima do nível em que encerrou a semana anterior. O MACD continua a sinalizar venda, enquanto o RSI se situa nos 45 pontos, próximo da zona de neutralidade.As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.