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Auditoria não encontrou aval pessoal de Berardo à Caixa
17/02/2019 10:46

A Caixa Geral de Depósitos fez vários empréstimos a Joe Berardo entre Julho de 2006 e Maio de 2007 para financiar a compra de ações do BCP em plena luta pelo poder no banco. Além das próprias ações existiria um aval pessoal do empresário, que a auditoria da EY à gestão entre 2000 e 2015 não encontra, noticia o Público.
 
A dívida de Joe Berardo totalizava 347,4 milhões de euros, entre a Fundação Berardo e a Metalgest. Segundo o jornal, no final de 2008 a direção de grandes empresas da CGD informou o conselho de administração sobre o reforço da garantia com a entrega de novas ações do BCP e um "aval pessoal do comendador José Berardo de 37,8 milhões de euros".
 
Os empréstimos foram concedidos no período em que Carlos Santos Ferreira era o presidente executivo da Caixa. As ações do BCP dadas como garantia por Joe Berardo poderiam ter sido vendidas assim que baixaram os 1,94 euros (o que estava contratualizado), ou aos 1,87 euros (que permitia pagar 100% da dívida). O que não aconteceu, com a administração do banco, entretanto liderada por Faria de Oliveira, a deixar arrastar a decisão.
 
Na auditoria da EY pode ler-se que não foi disponibilizada pela Caixa informação que "permita verificar" a existência do aval. Segundo a mesma, o banco público registou uma imparidade de 152 milhões relativa aos empréstimos ao empresário e os financiamentos avançaram com o parecer "condicionado" da direção-geral de risco.
 
Como o Negócios noticiou, quer a Fundação quer a Metalgest tinham contas no vermelho em 2017, de 45 e 18 milhões de euros, respetivamente. Estão em curso alguns processos de execução da Caixa.

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