ÚLTIMAS NO NEGÓCIOS.PT

Marcelo destaca "aspeto global" de cimeira sobre Ucrânia que é "primeiro passo" para a paz
15/06/2024 20:33

O Presidente português destacou neste sábado a forte e diversificada adesão de países e organizações à Cimeira para a Paz na Ucrânia, considerando que tal dá "um aspeto global muito importante" a este "primeiro passo" para o fim da guerra.

Em declarações à imprensa no final da primeira sessão de trabalhos da cimeira, que decorre até domingo na estância suíça de Burgenstock, arredores de Lucerna, Marcelo Rebelo de Sousa congratulou-se por estarem "muitos países representados, de todos os continentes", tendo sido possível verificar "uma grande convergência de pontos de vista" entre as cerca de três dezenas de líderes que hoje já intervieram.

Essa convergência, em torno da "preocupação da paz e caminho para a paz", foi manifestada por países não só da União Europeia (UE) ou da NATO, "mas também do mundo árabe, do mundo africano e do mundo asiático", congratulou-se Marcelo Rebelo de Sousa, que constatou empenho de todos em "trabalhar para conclusões comuns" a serem adotadas no domingo.

Sobre a ausência de vários Estados-membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), o chefe de Estado português salientou que há vários presentes, como Timor-Leste, que hoje já interveio através do primeiro-ministro Xanana Gusmão, e disse acreditar que mesmo aqueles que não participam na cimeira da Suíça partilham o desejo de que seja alcançada a paz na Ucrânia.

"Tanto quanto nós podemos saber, vários deles, dos que aqui não estão aqui representados, estão sintonizados, porque o têm dito, com a paz, o caminho para a paz e a importância de todos os passos que forem dados para a paz", declarou.

Entre os países da CPLP, apenas Portugal, Cabo Verde e Timor-Leste estão representados ao nível de chefes de Estado e de Governo, São Tomé e Príncipe está representado ao nível ministerial (pelo chefe da diplomacia), o Brasil não participa ativamente, tendo enviado apenas como observador a sua embaixadora na Suíça, e Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, assim como a Guiné Equatorial, não estão presentes.

Escusando-se a antecipar o teor da sua intervenção na reunião plenária prevista para domingo de manhã, Marcelo adiantou ainda assim que "vai na linha daquilo que, genericamente, é desde sempre a posição portuguesa" e que "converge com as opiniões hoje expressas", reiterando que "a procura de uma paz justa significa [uma paz] de acordo com os princípios e valores da Carta das Nações Unidas e do direito internacional todo ele" e duradoura.

Sobre os próximos passos a serem dados num processo que, a determinado momento, terá de envolver a Rússia, o chefe de Estado observou que, "a meio do encontro" na Suíça, que só termina no domingo à tarde, "ainda não se apontou precisamente para a etapa seguinte".

"Há várias propostas quanto à etapa seguinte, vamos esperar para ver qual é aquela que vai ser adotada, no tempo adequado", disse, sublinhando antes que "todos têm noção de que era preciso haver um primeiro momento, e a Suíça, há que agradecer, proporcionou este momento".

"É preciso a seguir haver outros momentos, e é importante ouvir aqui países que é evidente que têm uma relação com todas as partes envolvidas, e não apenas com uma, designadamente do mundo árabe, e todos com uma ideia importante: se for possível [a paz] ser mais rápido do que mais lento, melhor".

A concluir, Marcelo, acompanhado do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, reforçou que esta cimeira "é um primeiro passo no caminho para a paz, haverá outros passos a seguir, mas este é muito importante porque era o primeiro e ter esta representatividade e esta convergência é muito positivo".

A conferência para a paz na Ucrânia, organizada pela Suíça na sequência de um pedido de Zelensky, junta representantes de quase uma centena de países e organizações - metade dos quais da Europa -, mas são várias as ausências (haviam sido dirigidos convites a 160 delegações de todo o mundo).

O grande ausente é a Rússia, que ainda na sexta-feira exortou os Estados-membros das Nações Unidas a não participarem na conferência, a qual considerou "provocativa e absolutamente inútil", acusando ainda a Suíça de perder a neutralidade ao alinhar-se com as sanções europeias a Moscovo após a ofensiva militar lançada na Ucrânia em fevereiro de 2022.

Destaque também para a ausência da China, um dos grandes aliados de Moscovo e vista como intermediária fundamental para futuras conversações de paz, que rejeitou participar dada a ausência da Rússia, tendo Zelensky acusado Pequim de trabalhar em conjunto com o Kremlin (presidência russa) para sabotar a conferência, ao pressionar países para não participarem.

Kiev espera obter nesta cimeira um largo apoio da comunidade internacional a um plano conjunto de paz, já na perspetiva de uma segunda cimeira, para a qual seria convidada a Rússia, que atualmente ocupa cerca de 20% do território da Ucrânia, na sequência da ofensiva militar lançada em fevereiro de 2022.

Lagarde diz de cortar ou não juros em setembro "está em aberto" e "dependente de dados"
18/07/2024 14:22

Von der Leyen reeleita presidente da Comissão Europeia
18/07/2024 13:27

Sem surpresas em Frankfurt. BCE mantém juros inalterados, depois do corte em junho
18/07/2024 13:16

Autoestradas do Douro Litoral vendida à Igneo
18/07/2024 13:12

Empresas têm de gerir melhor os riscos ESG
18/07/2024 12:41

Para onde vão os preços das casas em Portugal?
18/07/2024 12:00

CTT lançam subscrição online de certificados de aforro
18/07/2024 11:29

JPMorgan mais pessimista que o mercado. Fed e BCE só devem cortar três vezes juros em 12 meses
18/07/2024 10:59

Produção na construção cai 2,4% na Zona Euro em maio
18/07/2024 10:51

Reino Unido é o primeiro país europeu a aprovar carne cultivada em laboratório
18/07/2024 10:47

Von der Leyen: Respeito pelo Estado de Direito continuará a nortear fundos europeus
18/07/2024 10:09

Arvad, o refúgio perfeito com experiências únicas de enoturismo
18/07/2024 09:57

Jerónimo Martins e a DHL expandem parceria de cacifos de encomendas na Polónia
18/07/2024 09:49

Von der Leyen promete não aceitar polarização e destruição da UE por extremistas
18/07/2024 09:10

Lisboa acorda em alta com BCP na proa
18/07/2024 08:22

Portugueses viajam mais, a entrevista ao CEO da Sumol Compal e as contas da bolsa
18/07/2024 07:30

United Airlines aumenta lucros em 23% para 1,32 mil milhões de dólares
17/07/2024 23:55

Joe Biden cancela discurso de campanha após testar positivo à Covid-19
17/07/2024 23:39

Pedro Nuno Santos "otimista para as negociações" do OE2025 mas sem medo de eleições
17/07/2024 22:48

Secretária das Pescas promete eólicas 'offshore' alinhadas com a pesca
17/07/2024 21:45

Ajuda

Pesquisa de títulos

Fale Connosco