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Burberry Group PLC (BRBY)

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LVMH abranda na moda, mas joalharia e EUA sustentam recuperação 27/07/2026 18:41:25

As vendas da unidade de moda e artigos em pele da LVMH, grupo que inclui a Louis Vuitton e a Dior, registaram um crescimento modesto no último trimestre, penalizadas pela guerra no Médio Oriente, que travou a procura entre os consumidores de maior poder de compra.Nos resultados apresentados esta segunda-feira, a LVMH indicou que as vendas orgânicas da divisão, a maior e mais lucrativa do grupo francês de luxo, subiram 1%. O valor ficou abaixo da estimativa de 1,52% apontada pelos analistas inquiridos pela Bloomberg. Ainda assim, a receita da unidade aumentou pela primeira vez em dois anos.O lucro das operações recorrentes da LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton SE fixou-se em 8,69 mil milhões de euros no primeiro semestre, acima das expectativas dos analistas, mas ainda assim representando uma quebra de 4% face a 2025, quando se registaram 9,01 mil milhões de euros em lucro. A margem operacional, de 22,5%, manteve-se praticamente inalterada face ao ano anterior. "Embora continuemos a prestar muita atenção às margens, entramos na segunda metade do ano com renovada confiança", afirmou o presidente executivo, Bernard Arnault, em comunicado.No conjunto do grupo, a receita foi de 38,6 mil milhões de euros no primeiro semestre de 2026, destacando a LVMH que o crescimento acelerou no segundo trimestre, com uma subida orgânica de 3% - que seria de 4% se não se tivesse registado o impacto do conflito no Médio Oriente. No mesmo período de 2025, porém, as receitas ascendiam a 39,8 mil milhões de euros, verificando-se uma quebra de 4% este ano.Desde o início do ano, as ações da LVMH acumulam uma queda de 28%, num contexto em que a joalharia surge como um dos poucos pontos positivos do grupo. A unidade de relógios e joalharia da empresa, que inclui marcas reconhecidas mundialmente como Tiffany & Co. e Bulgari, registou uma subida de 11% nas vendas no segundo trimestre, bem acima das estimativas. A rival Richemont, mais exposta ao chamado "hard luxury" (artigos de luxo duradouros), também apresentou um forte crescimento, impulsionada pela procura das marcas Cartier e Van Cleef & Arpels.Na área da moda e artigos em pele, Arnault destacou o sucesso dos primeiros modelos de Jonathan Anderson para a Christian Dior Couture como um fator de crescimento. Ainda assim, a marca, liderada pela filha do presidente executivo, Delphine Arnault, enfrenta forte concorrência da Chanel, cujo designer Matthieu Blazy lançou coleções bem recebidas no início do ano.Outras empresas de pronto-a-vestir, como a Burberry Group Plc e a Moncler SpA, também apresentaram recentemente vendas desapontantes, sinal de que os consumidores estão a ser mais seletivos nas compras de luxo. A Kering SA, dona da Gucci, divulga resultados na terça-feira, e a Hermès International SCA apresenta contas na quarta-feira. Na LVMH, as vendas orgânicas subiram 6% nos Estados Unidos no trimestre, enquanto na Europa ficaram estáveis. No Japão, aumentaram 14%, e na Ásia, excluindo o Japão, avançaram 4%.Os resultados surgem numa altura em que , com previsão de estabilização em 2026, após vários anos de volatilidade económica e geopolítica. Dados da Bain & Company e da Altagamma mostram que o crescimento no setor não é homogéneo entre geografias: as Américas lideram, enquanto a Europa e o Médio Oriente continuam a ser mercados mais difíceis.

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